O regime do aperfeiçoamento ativo
O regime do aperfeiçoamento ativo é um regime económico aduaneiro que tem por objetivo favorecer a capacidade competitiva das empresas europeias que transformam ou reparam mercadorias de países terceiros destinadas principalmente à exportação. Note-se que este regime não é um exclusivo europeu, há muitas décadas que a generalidade dos países o adotam segundo diversas modalidades e designações, tendo sido contemplado num dos anexos da Convenção de Quioto e posteriormente na Convenção de Quioto revista, pelo que uma boa parte dos países do mundo adotou normas semelhantes.
Ao recorrerem ao regime de aperfeiçoamento ativo as empresas exportadoras suportam menos custos ao suspenderem ou obterem o reembolso dos direitos e demais imposições aplicáveis na importação das suas matérias-primas. O regime é bastante flexível, permitindo a sua adequação ás necessidades das empresas, permitindo a exportação de produtos equivalentes e a exportação antecipada desses produtos.
Colaboramos com os nossos clientes:
São consideradas operações de aperfeiçoamento:
O regime tem duas modalidades:
O regime de reembolso não pode ser concedido às seguintes mercadorias de importação:
O recurso ao regime de aperfeiçoamento ativo não implica que as operações de transformação se realizem exclusivamente na empresa titular da autorização. É permitida a exportação de uma mercadoria que foi importada ao abrigo do regime suspensivo para ser alvo de uma transformação complementar num país terceiro, podendo a mercadoria ser reintroduzida na comunidade para se prosseguir a transformação até ser obtido o produto final, ou seja, o produto compensador a exportar.
Quanto aos procedimentos aduaneiros é admitido que no âmbito deste regime ocorra aquilo que se designa por tráfico triangular, neste caso as modalidade as formalidades aduaneiras de importação e de exportação são realizadas em estâncias aduaneiras distintas, podendo pertencer ou não a um mesmo Estado-membro.
O regime é flexibilizado pela possibilidade de recurso à compensação pelo equivalente o que permite uma mais fácil gestão de stocks, bem como à exportação antecipada facilitando a resposta a encomendas urgentes. Através da compensação pelo equivalente as empresas são autorizadas a exportar produtos equivalentes aos produtos compensadores. Com a exportação antecipada é permitida a exportação dos produtos compensadores obtidos com recurso à compensação pelo equivalente ainda antes da importação das mercadorias de países terceiros.
As mercadorias equivalentes devem ter a mesma subposição pautal de oito dígitos da pauta aduaneira comum. Em determinadas circunstâncias pode ser autorizado que as mercadorias equivalentes se encontrem numa fase de fabrico mais avançada do que as mercadorias de importação.
O regime é autorizado:
a operadores económicos estabelecidos no Território Aduaneiro da União Europeia, salvo se se tratar de importações sem carácter comercial, podendo neste caso a autorização ser concedida a pessoas estabelecidas fora da Comunidade;
na condição de as mercadorias importadas sejam identificáveis no produto compensador e que o regime não prejudique os interesses dos produtores comunitários de mercadorias comparáveis (produtos agrícolas);
no caso de o regime poder contribuir para criar condições mais favoráveis à exportação de produtos compensadores desde que os interesses essenciais dos produtores comunitários não sejam prejudicados.
Na avaliação das condições económicas deve-se concluir que é economicamente inviável recorrer a fontes comunitárias, tendo em conta os seguintes critérios:
A importação de mercadorias ao abrigo deste regime ou a exportação de produtos compensadores pressupõe que o regime tenha sido autorizado pelas alfândegas. Todavia, a autorização pode ser concedida no momento do cumprimento das formalidades aduaneiras (por exemplo, no caso de reparações ou de manipulações usuais) na condições de se verificarem as condições económicas para a concessão do regime e quando a modalidade de compensação pelo equivalente não foi requerida.
O prazo da autorização corresponde ao período de tempo durante o qual é permitido importar as mercadorias e de as colocar ao abrigo do regime de aperfeiçoamento ativo. Este prazo é, em princípio, de três anos, salvo para determinadas mercadorias (exemplo: produtos lácteos) para os quais a regulamentação comunitária fixa prazos específicos.
Em regra, o titular da autorização deverá constituir uma garantia de 5% dos direitos e taxas suspensas.
A autorização deve indicar se são obtidos produtos compensadores secundários (produtos compensadores diferentes daqueles para que o regime foi autorizado mas que resultam necessariamente da operação de aperfeiçoamento) de perdas (parte das mercadorias importadas que é destruída ou desaparece durante a transformação).
É obrigatória uma contabilização destes produtos que permita a identificação das mercadorias colocadas ao abrigo do regime e indicar os movimentos destas mercadorias no âmbito do regime. As autoridades aduaneiras podem autorizar que a contabilidade existente que contenha todos os elementos substitua as escritas.
O apuramento do regime é feito:
Para efeitos de apuramento do regime são assimiladas a uma exportação:
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